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31/01/2012

Poeminha do dia

Amei esse verso da Clarice Lispector:

"Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero.

Tenho felicidade o bastante para fazê-la doce dificuldades para fazê-la forte.

Tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas, elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos."

Lindo, não?


05/10/2011

Poesia é remédio.

Ele serve para os males do coração, para as dores de cotovelo, para boca seca, para quem tá engasgado com alguma coisa, para pedir perdão, para os que estão curtindo a maior fossa, enfim, ele é indicado nas mais variadas ocasiões. E também faz muitíssimo bem para quem já está bem, como mamães de primeira viagem, gente que vai fazer uma viagem bacana, aprovados no vestibular, entre tantos outros. Estou falando do Santo Remédio! Do nome ao objetivo, tudo é legal nesta ideia! Criação da artista e escritora Larissa Minghin, seu medicamento é uma forma de tratamento alternativo que usa criatividade, bom gosto e principalmente, palavras!


Cada caixa do Santo Remédio contém um frasco com 15 poesias em cápsulas, uma bula exclusiva e um receituário (que serve como cartão) para presentear quem você gosta! O legal é que dá para personalizar (ou seria, manipular?!) o Santo Remédio conforme o caso, além dos temas oficiais, claro! Dentro de cada cápsula tem poesias, frases e haikais (forma poética de origem japonesa) relativo ao tema. Tudo escrito por Larissa e diversos outros poetas, como Caio Fernando de Abreu, Mário Quintana e Martha Medeiros.



Demais, né?

22/07/2011

Para refletir...

Recebi por e-mail um texto de Adriana Setti, para a seção "Mulheres no Mundo", da Revista Época, que vale a pena passar adiante.

Boa leitura:

"No ano passado, meus pais (profissionais ultra-bem-sucedidos que decidiram reduzir o ritmo em tempo de aproveitar a vida com alegria e saúde) tomaram uma decisão surpreendente para um casal – muito enxuto, diga-se – de mais de 60 anos: alugaram o apartamento em um bairro nobre de São Paulo a um parente, enfiaram algumas peças de roupa na mala e embarcaram para Barcelona, onde meu irmão e eu moramos, para uma espécie de ano sabático.

Aqui na capital catalã, os dois alugaram um apartamento agradabilíssimo no bairro modernista do Eixample (mas com um terço do tamanho e um vigésimo do conforto do de São Paulo), com direito a limpeza de apenas algumas horas, uma vez por semana. Como nunca cozinharam para si mesmos, saíam todos os dias para almoçar e/ou jantar. Com tempo de sobra, devoraram o calendário cultural da cidade: shows, peças de teatro, cinema e ópera quase diariamente. Também viajaram um pouco pela Espanha e a Europa. E tudo isso, muitas vezes, na companhia de filhos, genro, nora e amigos, a quem proporcionaram incontáveis jantares regados a vinhos.

Com o passar de alguns meses, meus pais fizeram uma constatação que beirava o inacreditável: estavam gastando muito menos mensalmente para viver aqui do que gastavam no Brasil. Sendo que em São Paulo saíam para comer fora ou para algum programa cultural só de vez em quando (por causa do trânsito, dos problemas de segurança, etc), moravam em apartamento próprio e quase nunca viajavam.

Milagre? Não. O que acontece é que, ao contrário do que fazem a maioria dos pais, eles resolveram experimentar o modelo de vida dos filhos em benefício próprio. “Quero uma vida mais simples como a sua”, me disse um dia a minha mãe. Isso, nesse caso, significou deixar de lado o altíssimo padrão de vida de classe média alta paulistana para adotar, como “estagiários”, o padrão de vida – mais austero e justo – da classe média europeia, da qual eu e meu irmão fazemos parte hoje em dia (eu há dez anos e ele, quatro). O dinheiro que “sobrou” aplicaram em coisas prazerosas e gratificantes.

Do outro lado do Atlântico, a coisa é bem diferente. A classe média europeia não está acostumada com a moleza. Toda pessoa normal que se preze esfria a barriga no tanque e a esquenta no fogão, caminha até a padaria para comprar o seu próprio pão e enche o tanque de gasolina com as próprias mãos. É o preço que se paga por conviver com algo totalmente desconhecido no nosso país: a ausência do absurdo abismo social e, portanto, da mão de obra barata e disponível para qualquer necessidade do dia a dia.

Traduzindo essa teoria na experiência vivida por meus pais, eles reaprenderam (uma vez que nenhum deles vem de família rica, muito pelo contrário) a dar uma limpada na casa nos intervalos do dia da faxina, a usar o transporte público e as próprias pernas, a lavar a própria roupa, a não ter carro (e manobrista, e garagem, e seguro), enfim, a levar uma vida mais “sustentável”. Não doeu nada.

Uma vez de volta ao Brasil, eles simplificaram a estrutura que os cercava, cortaram uma lista enorme de itens supérfluos, reduziram assim os custos fixos e, mais leves, tornaram-se mais portáteis (este ano, por exemplo, passaram mais três meses por aqui, num apê ainda mais simples).

Por que estou contando isso a vocês? Porque o resultado desse experimento quase científico feito pelos pais é a prova concreta de uma teoria que defendo em muitas conversas com amigos brasileiros: o nababesco padrão de vida almejado por parte da classe média alta brasileira (que um europeu relutaria em adotar até por uma questão de princípios) acaba gerando stress, amarras e muita complicação como efeitos colaterais. E isso sem falar na questão moral e social da coisa.

Babás, empregadas, carro extra em São Paulo para o dia do rodízio (essa é de lascar!), casa na praia, móveis caríssimos e roupas de marca podem ser o sonho de qualquer um, claro (não é o meu, mas quem sou eu para discutir?). Só que, mesmo em quem se delicia com essas coisas, a obrigação auto-imposta de manter tudo isso – e administrar essa estrutura que acaba se tornando cada vez maior e complexa – acaba fazendo com que o conforto se transforme em escravidão sem que a “vítima” se dê conta disso. E tem muita gente que aceita qualquer contingência num emprego malfadado, apenas para não perder as mordomias da vida.

Alguns amigos paulistanos não se conformam com a quantidade de viagens que faço por ano (no último ano foram quatro meses – graças também, é claro, à minha vida de freelancer). “Você está milionária?”, me perguntam eles, que têm sofás (em L, óbvio) comprados na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, TV LED último modelo e o carro do ano (enquanto mal têm tempo de usufruir tudo isso, de tanto que ralam para manter o padrão).

É muito mais simples do que parece. Limpo o meu próprio banheiro, não estou nem aí para roupas de marca e tenho algumas manchas no meu sofá baratex. Antes isso do que a escravidão de um padrão de vida que não traz felicidade. Ou, pelo menos, não a minha. Essa foi a maior lição que aprendi com os europeus — que viajam mais do que ninguém, são mestres na arte do savoir vivre e sabem muito bem como pilotar um fogão e uma vassoura.

PS: Não estou pregando a morte das empregadas domésticas – que precisam do emprego no Brasil –, a queima dos sofás em L e nem achando que o “modelo frugal europeu” funciona para todo mundo como receita de felicidade. Antes que alguém me acuse de tomar o comportamento de uma parcela da classe média alta paulistana como uma generalização sobre a sociedade brasileira, digo logo que, sim, esse texto se aplica ao pé da letra para um público bem específico. Também entendo perfeitamente que a vida não é tão “boa” para todos no Brasil, e que o “problema” que levanto aqui pode até soar ridículo para alguns – por ser menor. Minha intenção, com esse texto, é apenas tentar mostrar que a vida sempre pode ser menos complicada e mais racional do que imaginam as elites mal-acostumadas no Brasil."


Juju, adorei!
Gostaram do texto?
Bom fim de semana a todos!


08/05/2011

Dia das Mães

"Ser mãe é um dom divino, ser filho é uma dádiva."
E hoje no dia das mães, nós duas temos muito a agradecer por termos a sorte de ser filhas dessa mulher tão fantástica.

Feliz dia das Mães Mamis!

Amamos você!


E pra descontrair um texto divertido:
“Ser Mãe...
Caminhava com a minha filha de 4 anos, quando ela apanhou qualquer
coisa do chão e ia por na boca.
Expliquei a ela para nunca fazer isso.
- Mas por quê? - perguntou ela.
Respondi que se estava no chão estava sujo, cheio de micróbios que
causam doenças.
Nesse momento, minha filha olhou-me com admiração e perguntou:
- Mamãe, como você sabe tudo isso? Você é tão inteligente!
Rapidamente refleti, e respondi-lhe:
- Todas as mamães sabem estas coisas. Quando alguém quer ser mamãe, tem
que fazer um grande teste e tem que saber todas estas coisas, senão, não
pode ser mamãe.
Caminhamos em silêncio cerca de 2, 3 minutos. Vi que ela pensava ainda
sobre o assunto e de repente disse:
- Ah, já entendi. Se vc não passasse no teste, você era o papai!
- Exatamente! - respondi com um enorme sorriso...”- (Autora desconhecida)

kkkkkk mãe é mãe, né?


03/04/2011

Hoje é dia de poema

Achei lindo demais e quis dividir com vocês:

"Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar.

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."

Cora Coralina

27/01/2011

Guardanapo

Com certeza inúmeras músicas e poemas foram escritos em mesas de bares, no guardanapo e com a caneta emprestada do garçom. "Garçom, aqui nessa mesa de bar..." é a prova disso! Não sei se é o ambiente, a cerva ou cabeça descansada que causa tanta inspiração...

Partindo do princípio básico de que muitas idéias surgem em bares, botecos e restaurantes, rasbicadas em guardanapo, o fabricante de "Napkin Sketchbook" criou um caderno feito com guardanapos de papel verdadeiros finalizado por um espiral metálico.



Mede 13 cm x 12,1 cm e tem 120 "páginas" para você soltar a imaginação.

Você já tinha visto?

Deve ser bem fofinho na hora de escrever hahaha...

fonte

23/11/2010

caminho

Achei esse texto tão bonito, que tive que colocar aqui! Essa é a vantagem de ter um blog... a gente manda no pedaço!

"Não existe um caminho, o que existe são caminhos. Qualquer caminho é apenas um caminho, e não consiste em insulto algum você abandoná-lo caso assim lhe ordene o seu coração. Escolha cada caminho com atenção e cuidado; tente-o quantas vezes achar necessário e só então faça a si mesmo, e apenas a si mesmo, esta pergunta: existe neste caminho um coração? Caso afirmativo, este caminho é bom; caso negativo, este caminho não tem importância alguma.” por Carlos Castanheda